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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Eu odeio bananas.

Foto: We heart it

Eu sou fresca com muitas coisas e comida é uma das minhas principais frescuras. Eu sei que isso não é uma coisa bonita de se admitir, mas quem me conhece sabe disso. Claro que sou educada e tento comer coisas que não gosto na casa de estranhos ou pessoas que eu conheço faz pouco tempo, porém se tem uma coisa que eu recuso é banana. Os pontinhos da banana me dão agonia na garganta, o sabor nem é tão ruim, entretanto os pontinhos pretos não me deixam comê-la.


A história de hoje aconteceu faz muito tempo e foi lembrada  pelo meu primo André - adoro o fato de uma simples pergunta ou ato me lembrar coisas – de manhã quando ele me perguntou se eu já tinha me engasgado com espinha de peixe, pensei um pouco e acabei lembrando dessa história hilária.


 Um belo dia estava eu, minha mãe e meu irmão em um restaurante do centro da cidade que não existe mais. Minha mãe que nasceu em uma cidade de praia e adora peixe ficou sabendo que lá tinha peixe frito e então resolvemos pedir, até ai tudo bem o único problema é que o peixe tinha muita espinha e eu não gosto de espinhas.


Eu tinha uns 12 anos e estava gostando do peixe que era quase igual ao da minha avó materna até que uma bela espinha se apaixonou pela minha garganta e ficou presa nela. A agonia foi grande, tentei comer novamente para ver se ela saia e ela não saiu, chamei mainha e ela começou a ficar preocupada, tomei água, comi farinha, prendi a respiração e tudo que o pessoal do restaurante falou que seria bom. Eu, coitada, estava ficando desesperada porque além de ser uma sensação ruim eu sabia que tinha uma funerária do lado do restaurante e eu só pensava que ao menos eu não ia dar trabalho a mainha, pois eles já poderiam me colocar no caixão.


Até que a dona do restaurante teve a incrível ideia de me dar banana, logo uma das frutas que eu não gosto. Ela dizia que era a única solução e caso não desse certo eu teria que ir pro hospital. Eu comecei a repetir que não gostava de banana e não gostava, mas mainha pediu para eu comer e eu comi.


Enquanto estava indo para mesa mastigando a banana comecei a passar mal com os pontinhos pretos e fiz força para engolir, não passou 2 segundos e eu cuspi a banana e a espinha, estava LIVRE, o problema foi que além de cuspir algo no restaurante eu cuspi no meio da mesa vizinha a minha. Mico total.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Como o ditado diz.

Eu tenho uma amiga que fala muito rápido, tão rápido que às vezes a gente não consegue entender o que ela fala ou entende alguma coisa errada. No meu grupo de amigas da escola ela é conhecida como a que fala mais ligeiro – e muito bem por sinal - e eu como a menina que fala explicado demais,  sempre colocando os pingos nos is.

Claro que eu consigo entender o que ela fala, afinal são muitos anos de convivência, porém faziam uns três anos (SIM,TRÊS ANOS) que eu tinha uma pulga atrás da orelha com uma fala que ela sempre utilizava no discurso dela.

Eu cheguei a pedir para ela repetir algumas vezes o que ela tinha falado para poder escutar novamente e tirar minhas dúvidas, entretanto ela continuava falando rápido e eu ficava com vergonha de perguntar outra vez e outra, outra, outra e assim eu deixei para lá.

Toda vida que minha amiga repetia a frase eu me convencia mais e mais que realmente ela tinha uma grande admiração por mim, em qualquer conversa (séria ou não) e algumas vezes quando estávamos com amigos dela que eu não conhecia bem ela sempre me citava e eu claro ficava cheia de mim e pensava: - Uau! A Rannah me admira tanto e sempre concorda com o que falo. Outras vezes, porém eu ficava achando que ela tinha errado já que ela falava coisas que eu não tinha dito e eu deixava pra lá e ficava na minha.

Finalmente o segredo foi descoberto. Semana passada quando ela veio almoçar aqui em casa com outra amiga nossa ela falou umas três vezes seguidas: Como Tati diz, Como Tati diz, Como Tati diz e eu já tava ficando agoniada porque eu não tinha dito nenhuma das coisas que ela tava dizendo que eu tinha dito então eu perguntei mais ou menos assim:
Eu - Rannah o que foi que você falou mesmo?
Rannah - Como Tati diz...
Eu – Como?
Rannah bem devagar - Como o ditado diz...
Eu – Ah, que bom!Eu sempre achei que você falava Como Tati diz...
Rannah – Nããããoo.
Gabriella, nossa outra amiga – Eu também sempre achei.
Moral da história: Estou ficando surda,ainda bem que sei LIBRAS(Língua Brasileira de Sinais).Ela tem uma admiração por mim, mas nem é tão grande assim para ficar me citando em todas as conversas e eu achando que tinha uma fã enorme – hahaha. Pelo menos foi bom saber que não era somente eu que entendia errado.
Rannah,Eu e Gabriella